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teatro de novos autores
“Os textos de ficção sempre recebiam comentários de que poderiam virar cenas ou até curtas-metragens. Despertavam imagens nas pessoas”, destaca. Foi esse feedback que fez nascer no blogueiro – que, antes de tudo, é ator, diretor e um dos fundadores da Téspis Cia de Teatro – a vontade de levar aos palcos as idéias colocadas na web. “Por ocasião do edital do Prêmio Miriam Muniz de Teatro da FUNARTE e, com minha entrada para o Núcleo de Dramaturgia do SESI Paraná, precisava criar um projeto, algo que pudesse virar um espetáculo de verdade. Então, reuni o material do blog e enviei para esses lugares. Mais tarde, mandei também para o Edital Elisabete Anderle. Todos os projetos foram aceitos”, conta Max. Assim, a Cia teve a possibilidade de transformar em realidade o que, à princípio, era somente uma ideia.
A peça conta a história de um homem que vive dentro de um cotidiano previsível e repetitivo, até que um acontecimento muda o seu rumo. “Ele sai de uma vida ordinária e descobre o poder da violência latente dos dias de hoje. Ficção e realidade se misturam, até não conseguirmos distinguir onde uma começa e a outra termina”, revela a diretora da peça, Denise da Luz – que, ao lado de Reinert, também é uma das fundadoras da Téspis.
Na ficha técnica do espetáculo ainda figuram nomes como o de Hedra Rockenbach, responsável pela ambientação sonora, e Bruno Girello, que criou a iluminação da peça. Hedra assina o trabalho de som do Cena11 – grupo referência na dança contemporânea brasileira e tem um trabalho considerado inovador e urbano. Utiliza-se de elementos ligados à música eletrônica que, aliados a sua voz inconfundível e sua guitarra, resultam em sons bastante peculiares. Já Bruno é um jovem iluminador de Curitiba (PR), que se destaca pela forma peculiar com que trabalha a luz, utilizando-se de poucos elementos, que dão um efeito poderoso no trabalho. Atualmente, Bruno também atua como assessor de produção da Sutil Cia. de Teatro, do diretor Felipe Hirsch.
O processo de construção do texto do espetáculo durou oito meses e foi acompanhado pelo dramaturgo Roberto Alvim, que reside em São Paulo (SP) e é ministrante da oficina regular do Núcleo de Dramaturgia do SESI Paraná (da qual Reinert faz parte). “O texto recebeu diversas leituras e, com a colaboração dos participantes do núcleo, chegamos ao texto final”, explica Max. Já o processo de ensaios teve duração de cinco meses. “Uma das coisas mais interessantes dos ensaios foi ter que ‘re-descobrir’ o texto que eu havia escrito, dessa vez conduzido pelas mãos da diretora. Transformar o que era um ‘conceito de dramaturgia’ em palavras e ações executadas por uma pessoa na cena foi um desafio”, relembra o ator.
* Folia das Falas, promovido pelo SESC – SC – em 2010, Itajaí – SC;
* XII Festival Nacional de Teatro de Americana – SP – Edição 2010 (indicado para melhor trilha sonora e premiado com melhor iluminação, cenário e texto original);
* Projeto Téspis Circulando – interior de SC;
* VI Festival Nacional de Teatro de Limeira – SP – em 2010(indicado para melhor ator e premiado com melhor trilha sonora, iluminação, cenário e texto original);
* 15o Festival Catarinense de Teatro, em Brusque – SC – em 2010 – Mostra Oficial, não competitiva;
* Selecionado para o Festival Nacional de Teatro do Acre – em 2011;
* Selecionado para o EmCena Catarina – projeto de circulação do SESC-SC em março e novembro de 2011.
* Este projeto foi contemplado com o Prêmio FUNARTE Miriam Muniz de Teatro.
* Este projeto foi contemplado com o Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura.
* Peça escrita durante a Oficina Regular do Núcleo de Dramaturgia do SESI Paraná, sob a orientação de Roberto Alvim, no ano de 2009.
Mais informações sobre a Téspis Cia. de Teatro podem ser obtidas neste endereço! Sobre as datas e horários das apresentações em Curitiba, no Teatro da Caixa, consulte a grade de programação.
A estrutura de “Os Invisíveis” tem seu espelho literário no “puzzle”- a narrativa se apresenta embaralhada a princípio, mas conforme se avança na peça, as personagens se ressignificam e seus objetivos vão ficando mais claros.
Um jantar numa ilha para observar a passagem de um cometa é o centro da história. Conhecemos três grupos de personagens: os empregados da casa, os donos e seus convidados e os verdadeiros moradores. Conversas tensas, meias respostas e ambiguidades compõem as cenas que vão revelando a verdadeira natureza das relações.
Dramaturgia: Diego Fortes
Direção: Diego Fortes
Assessoria Artística: Grace Passô
Elenco: Alan Raffo, Diego Fortes, Ludmila Nascarella e Maureen Miranda
Realização: A Armadilha – cia. de teatro
Duração: 60 minutos
As personagens perderam o chão. Perderam a coragem. Perderam o amor. Estão na Tumba, a velha garagem onde ensaiavam sua banda. Mas elas perderam também a capacidade de tocar, de se divertir. Elas foram até o final da fama e agora só se perguntam. Foram fundo na selva dos paraísos artificiais e hoje têm monstrinhos residindo no estômago, acordes estridentes bicando o cérebro, produzindo pesadelos. Elas foram longe demais e por isso não tem mais pra onde ir. Estão deformadas. É que é mesmo muito difícil voltar ileso depois de se dançar “O butô do Mick Jagger”.
Dramaturgia: Luiz Felipe Leprevost
Direção: Luiz Felipe Leprevost
Elenco: Ciliane Vendruscolo e Débora Vecchi
Realização: Teatro de Geada
Duração: 50 minutos

Uma mesa de bar, um copo americano e uma mente perturbada. Estes são os principais elementos que compõem a atmosfera da peça “Habitué”. Num tempo indefinido, um homem conversa com vozes que habitam a sua mente e, ao tentar reconstruir a sua trajetória, é tragado por um turbilhão de questões morais mal resolvidas. Vencedora do Troféu Gralha Azul 2010 na categoria revelação/direção.
Dramaturgia: Alexandre França
Direção: Alexandre França
Elenco: Otávio Linhares e Maia Piva
Realização: Dezoito Zero Um – Companhia de Teatro
Duração: 50 minutos
Nesta reescritura do mito grego de Ifigênia, o exílio, o abandono, a solidão e o sacrifício são os componentes de uma longa espera, permeada pelas confissões, remorsos e discórdias de uma família que aguarda o retorno da filha mais velha.
Dramaturgia: Marcelo Bourscheid
Direção: Marcos Damaceno
Elenco: Rosana Stavis, Zeca Cenovicz, Eliane Campeli, Samir El Halab e Giovana de Liz
Realização: Marcos Damaceno Companhia de Teatro
Duração: 80 minutos
Um homem vive dentro de um cotidiano previsível e repetitivo até que um acontecimento muda o rumo de sua vida. Saindo de uma vida ordinária, ele descobre o poder da violência latente dos dias em que vivemos. Ficção e realidade se misturam até não conseguirmos distinguir onde uma começa e a outra termina.
Dramaturgia: Max Reinert
Direção: Denise da Luz
Elenco: Max Reinert
Realização: Téspis Cia. de Teatro
Duração: 45 minutos